sábado, 30 de maio de 2009

COMO DESPOLUIR UM RIO - TAMISA



Despoluição do Tâmisa levou mais de 150 anos
A Ponte da Torre cruza o Tâmisa
O Tâmisa voltou a ser usado como área de lazer pelos londrinos

Dos tempos do 'Grande Fedor' – como o Tâmisa ficou conhecido em 1858, quando as sessões do Parlamento foram suspensas por causa do mau cheiro – até hoje, foram quase 150 anos de investimento na despoluição das águas do rio que cruza a cidade de Londres.

Bilhões de libras mais tarde, remadores, velejadores e até pescadores voltaram a usar o Tâmisa, que hoje registra 121 espécies de peixe em suas águas.

Se a poluição começou ainda nos idos de 1610, quando a água do rio deixou de ser considerada potável, a despoluição só foi começar a partir de meados do século 19, na época em que o rio conquistou a infame alcunha com o seu mau cheiro.

A decisão de construir um sistema de captação de esgotos também deve muito às epidemias de cólera das décadas de 1850 e 1860.

Espinha dorsal

A infra-estrutura construída então continua até hoje como a espinha dorsal da rede atual, apesar das várias melhorias ao longo dos anos.

Na época, os engenheiros criaram um sistema que simplesmente captava os dejetos produzidos na região metropolitana de Londres e os despejava no Tâmisa outra vez, quilômetros abaixo.

Na época, a solução funcionou perfeitamente, e o rio voltou a se recuperar por alguns anos.

No entanto, com o crescimento da população, a mancha de esgoto foi subindo o Tâmisa e, por volta de 1950, o rio estava, mais uma vez, biologicamente morto.

Foi então que as primeiras estações de tratamento de esgoto da cidade foram construídas.

Volta do salmão

Vinte anos depois, em meados da década de 1970, o primeiro salmão – um peixe conhecidamente sensível à poluição – em décadas foi flagrado no Tâmisa.

Hoje, encontrar salmões no rio não causa mais nenhum espanto, mas ainda assim, a Thames Water, a empresa de saneamento de Londres, continua investindo pesado no sistema de esgoto.

"Desde 1989, quando a empresa foi privatizada, investimos mais de 1 bilhão de libras esterlinas (cerca de R$ 5 bilhões)", afirma Peter Spillett, diretor de Meio Ambiente, Qualidade e Sustentabilidade da Thames Water.

Com a credencial de responsável por um rio que há poucas décadas era tido como morto e hoje voltou a abrigar centenas de espécies, Spillett foi pessoalmente a São Paulo dar palestras sobre despoluição e conheceu o Tietê de perto.

"Essencialmente, o Tietê é muito poluído porque não há controle eficiente dos dejetos industriais e domésticos. Você tem montes de efluentes lançados nesse rio relativamente pequeno e, daí, ele está biologicamente morto."

WIKIPEDIA BRASIL


Economia

Esta região possui a economia mais diversificada do país, produzindo a maior parte do produto interno bruto brasileiro. A base da sua economia é a agricultura de exportação e a indústria.

Indústria
As indústrias metal-mecânica, álcool e açúcar, têxtil, automobilística e de aviação; os setores de serviços e financeiro; e o cultivo de laranja, cana de açúcar e café formam a base de uma economia invejável a muitos países. Além disso, oferece boa infra-estrutura para investimentos, devido as boas condições das rodovias.

Mineração

O subsolo da região é muito rico em minerais, em função da existência de um embasamento cristalino muito antigo. São explorados fosfato,mármore, areia, argila, calcário, caulim, dolomita e talco, além de outras menores (baritina, cálcio). Possui grandes reservas de carvão e xistoe é também a região brasileira que mais produz petróleo e gás natural. Quanto aos minerais metálicos, são explorados ferro, manganês,magnésio, zinco, titânio, nióbio, cobre, níquel, amianto e cromo, além de minerais radioativos como o urânio. É a região mais rica em ouro e pedras preciosas e semi-preciosas como diamante, esmeralda, água-marinha, granada, entre outras...

Culinária

A culinária é diversificada; pode-se citar o churrasco no Rio Grande do Sul, a feijoada no Rio de Janeiro, o barreado e o carneiro no buraco noParaná, o arroz com pequi em Goiás, a torta e a moqueca capixaba, muito apreciadas no Espírito Santo.

Além de pratos originais, muitas vezes a influência da imigração se faz presente de maneira marcante. Alguns exemplos e as respectivas regiões onde são mais visíveis são: a culinária alemã no interior de Santa Catarina; italiana e holandesa no leste do Paraná. Tais influências não se restringem somente à gastronomia, contribuindo para enriquecer outros aspectos culturais da região.

Por fim, a cidade de São Paulo é altamente cosmopolita, onde é possível encontrar uma grande diversidade de pratos de diversas regiões do mundo. A cidade também é a capital brasileira da pizza, sendo a segunda maior consumidora do prato no mundo, ficando atrás somente deNova Iorque.

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Cultura

Apresentação da comissão de frente de umaescola de samba do Rio de Janeiro.

As manifestações mais comuns no país são a música e a dança.

De uma maneira geral, no caso da música encontrada no sul pode-se citar inicialmente osamba no Rio de Janeiro e a música sertaneja em Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo. Entre as danças tem-se a catira em Goiás e a vaquejada em Minas Gerais.

Algumas festas populares ultrapassam a noção de simples evento no calendário de uma cidade. Pode-se dizer que enquadram-se nesse caso:

  • a Oktoberfest de Blumenau, com uma história extraordinária (nascida de uma catástrofe para congregar a população da cidade);
  • a Festa da Uva em Caxias do Sul, iniciada em 1931 e associada à viticultura.

Um traço característico forte vem do encontro dos países vizinhos (platinos) - Argentina,Uruguai e Paraguai, que deu origem a uma variedade de tradições conhecidas como gaúchas. São praticadas principalmente na região que se estende do Rio Grande do Sul ao Paraná e cultivadas em associações. O churrasco e o chimarrão, mais do que gastronomia, são essencialmente atos de vida social. No extremo sul do país é comum que se associe ao churrasco a música e dança típicas.

A dança gaúcha tem uma elegância semelhante ao samba de salão, praticado no Rio de Janeiro nos anos 50-60. Diferente do fenômeno de danças de moda ou de estação, de vida curta (e, freqüentemente vulgares), a dança gaúcha se destaca pela consistência: os gestos e coreografias são marcadamente característicos. Entre elas tem-se o vanerão, o bugio e a milonga. São também bastante peculiares:

  • chula, um desafio entre dois dançarinos, onde um busca executar passos mais complexos que o outro; e
  • dança de facões, que, além de utilizar esse objeto, seria uma referência ao seu uso pelos desbravadores.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

AULA ON LINE E BATE PAPO

TV LOBÃO - WEB AULAS AO VIVO


VEJA AQUI AS DATAS PARA AS WEB AULAS ESPECIAIS PARA O ENEM

DIA 10/09/09 - 20:30

DIA 12/09/09 - 14:30

DIA 19/09/09 - 14:30

DIA 24/09/09 - 20:30


SE VOCÊ ACESSAR A TV LOBÃO EM OUTRO HORÁRIO, APROVEITE PARA ASSISTIR AS AULAS GRAVADAS EM "ON DEMAND"






DICAS DE GEOGRAFIA PARA O ENEM



SLIDES DO POWER POINT COM DICAS DE GEOGRAFIA PARA O ENEM

BAIXEM E ESTUDEM PESSOAL!!!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

ANÁLISE DE VIDEOS AMBIENTAIS



GRUPO 01
Green Peace (Franciana)

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GRUPO 02
Grafos (Helvécio)

SURPLUS -> http://blogaodolobao.blogspot.com/2009/02/surplus-2003-e-um-documentario-sueco-de.html

FILME ILHADO ->
http://www.youtube.com/watch?v=w1uOw6Ye93o
CONSCIÊNCIA AMBIENTAL ->
http://www.youtube.com/watch?v=Ujrm3cPiTWs

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Grupo 03
Loose (Lincon)
SURPLUS -> http://blogaodolobao.blogspot.com/2009/02/surplus-2003-e-um-documentario-sueco-de.html
CONSCIÊNCIA AMBIENTAL ->
http://www.youtube.com/watch?v=Ujrm3cPiTWs
AQUECIMENTO GLOBAL ->
http://www.youtube.com/watch?v=qNBSjBL8VSk
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Grupo 04
Arizona (Keillieny)
SURPLUS -> http://blogaodolobao.blogspot.com/2009/02/surplus-2003-e-um-documentario-sueco-de.html
AQUECIMENTO GLOBAL ->
http://www.youtube.com/watch?v=qNBSjBL8VSk
DANCEM, MACACOS, DANCEM ->
http://www.youtube.com/watch?v=dPH3iynhqK4
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quarta-feira, 4 de março de 2009

PROJEÇÃO DE KANITZ



Vamos virar nossos mapas para cima, para o Cruzeiro do Sul. Vamos criar nossos referenciais para o nosso mapa, nosso jeito de ver o mundo. Essa é a única forma de criar uma nação".

Poderá parecer curioso o que vou escrever às vésperas dos 500 anos do Descobrimento: nós ainda não descobrimos o Brasil! Os portugueses talvez, mas nós ainda não. Sílvio Romero, já em 1880, identificava como o grande problema brasileiro a "imitação do estrangeiro na vida intelectual". Manoel Bomfim, anos depois, apontava nossa "falta de observação". Gilberto Freyre em Casa-Grande & Senzala nos definia pela "aptidão para imitar". Sérgio Buarque de Holanda em Raízes do Brasil sentenciava que somos "desterrados em nossa terra" por trazermos de outros países nossas formas de vida.

Copiamos coisas prontas, traduzimos tudo, preferimos citar a pensar, ridicularizamos inclusive os observadores genuinamente brasileiros.


Preferimos acreditar em Marx, Gramsci, Anthony Giddens, Keynes ou em idéias como "Inflation Targeting". Inteligentes no Brasil são os eruditos da cultura alheia. Vejam, por exemplo, o mapa do Brasil. Nenhum observador genuinamente brasileiro teria feito nosso mapa como todo leitor está acostumado a ver. O mapa de antigamente apontavam para o Oriente, onde nasce o Sol. As caravanas acordavam, apontavam o mapa na direção do Sol, e traçava-se o caminho. Expressões como "orientar-se", "desorientado" vieram dessa época. Quando os portugueses começaram a navegar de noite, perceberam rapidamente que o Sol não era um ponto de orientação útil, e o mapa começou a usar a estrela Polar do Norte como ponto de referência.

O mapa europeu é inútil no Hemisfério Sul, pois não é possível localizar daqui a estrela Polar. Nosso ponto de referência é o Cruzeiro do Sul. A partir dessa premissa, elaborei um mapa segundo nossa epistemologia. Ele aparece no miolo deste artigo e está disponível em tamanho maior no meu site. Não é um mapa simplesmente diferente, é um mapa coerente com a realidade brasileira. Parece estar de cabeça para baixo, mas na realidade são os mapas atuais que estão de ponta-cabeça. Se o leitor ainda está achando o mapa estranho, é porque está usando padrões cartográficos europeus para enxergar o próprio país.

O que pode parecer um detalhe cartográfico é, na realidade, o começo do enorme erro destes 500 anos. Ainda não criamos nossos próprios pontos de referência, nossas balizas, nossos pontos de apoio. Por isso, não temos ainda o conceito de nação, de cidadania, justamente pelo fato de ainda não observarmos o Brasil com nossos próprios olhos.

Nossa auto-estima é baixa, somos inseguros, sentimo-nos confusos, perdidos no mundo globalizado. Estamos literalmente "desnorteados". Colocar o Brasil no centro do mapa tampouco é um ato de ufanismo da minha parte ou uma crença de que o Brasil está no centro do universo. Qualquer indivíduo que olhe 360 graus em sua volta fatalmente construirá um mapa com sua cidade, ou ponto de observação, no centro, algo que nunca fizemos.

O conhecimento humano nada mais é do que mapas simplificados que criamos para auxiliar nosso caminho. O sucesso recai justamente naqueles que fazem os melhores mapas. Damos pouco valor aos pesquisadores brasileiros, temos frases do tipo "santo de casa não faz milagres", "ninguém é profeta em sua terra".

Vamos começar uma vida nova, de início virando nosso mapa para cima, para o Cruzeiro do Sul. Vamos criar nossos referenciais, nossos pontos de apoio, nossas formas de ver o mundo. Essa é a única forma de criar uma nação. Vamos finalmente descobrir o Brasil, mas desta vez com nossos próprios olhos.


Stephen Kanitz é administrador (www.kanitz.com.br)

Publicado na Revista VEJA, Editora Abril, edição 1644, ano 33, nº 15 de 9 de abril de 2000, página 22

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

SURPLUS

Surplus (2003) é um documentário sueco de 52 minutos feito para a TV pública daquele país e demorou três anos sendo realizado. Foi dirigido pelo cineasta Erik Gandini que gravou na Índia, EUA, Cuba, Hungria, Itália e na própria Suécia em suporte digital e película. O filme discute a cultura do consumo e seus efeitos ambientais, econômicos e sociais. Em seu aspecto formal, possui muitas das características constituintes do que comumente se chama de linguagem do videoclipe, tais como: imagens estilizadas e virtuosísticas, uso intenso de músicas, ênfase no sentimento e na emoção, centralidade no ritmo, montagem fragmentada e descontínua, manipulação e inversão temporal (as câmeras lentas, os movimentos de trás para diante) e citação a outros estilos audiovisuais.
O ativismo político contra-ataca Imagens do movimento anti-globalização em Gênova em 2001. Jovens enfrentam a polícia nas ruas. Ouvimos o discurso de Fidel contra a sociedade de consumo e a favor de um mundo melhor. Corta para o ex-primeiro ministro italiano Silvio Berlusconi acusando os manifestantes de promoverem a violência. Uma voz em off contesta que atacar propriedade privada não é violência. Corta para jovens sendo espancados pela polícia. O protesto acaba com a morte de um dos manifestantes. Ouvem-se os gritos “polícia assassina”. Nesta seqüência de abertura, Surplus já apresenta sua idéia: a sociedade de consumo está transformando o mundo num verdadeiro caos.
As provas éticas se amparam em uma autoridade moral de quem apresenta ou conduz a narrativa. Em Surplus quem assume o papel de narrador na verdade é um entrevistado: o escritor John Zerzan. São suas idéias e argumentos que guiam o filme. É o único entrevistado em primeiro plano com um fundo neutro. Suas falas aparecem constantemente (em off ou não) e as imagens as confirmam ou defendem.
Uma seqüência alterna a performance bastante neurótica de Ballmer, um executivo da Microsoft, diante de uma platéia e a de Fidel perante seus compatriotas. O público de ambos responde hipnotizado, seja cumprindo roboticamente seus afazeres no escritório ou com palavras de ordem em Cuba.
A opção estética tomada por Surplus vai além de um mero suporte do tema, é também objeto de crítica do filme. Utilizando estratégias reflexivas como a ironia, a paródia e a sátira, o filme alude à sua própria forma (inspirada no videoclipe) porque pretende intensificar a consciência do espectador de como as linguagens estão imbricadas na construção de sentidos e valores do sistema capitalista. Desse modo, discutindo a linguagem como instrumento de uma ideologia e propondo um uso subversivo dela, o filme se defende de uma possível interpretação da apropriação dessas estratégias estilísticas como um mero floreio ou pastiche.
A “voz do inimigo” é usada apenas para ser rebatida, muitas vezes pelo próprio Zerzan. Entre os exemplos que podemos citar, há um pronunciamento de Bush afirmando que o objetivo do terrorismo é impedir o consumo seguido da réplica de Zerzan: terror é ser obrigado a consumir. Um clipe de imagens envolventes e impactantes confirma e apóia o escritor resolvendo a questão. Oposições como essa fazem pensar que há um certo confronto de idéias operando no filme, mas essa é uma falsa impressão porque ao invés de tensionar as opiniões diferentes, permitindo que o espectador também tome sua própria posição, Surplus impõe uma concordância.
Se as falas dos “donos do poder” são sempre contestadas (como Bush, Berlusconi, Bill Gates), as dos demais entrevistados em geral ratificam, comprovam ou exemplificam os argumentos colocados. Não há nenhuma entrevista que os tensione, contradiga ou desvie. Desta maneira, as pessoas participam mais como provas das asserções do filme e menos como sujeitos que elaboram o discurso fílmico junto ao enunciador.
A demonstração da complexidade da realidade (que um filme não consegue e nem deve esgotar) que aponte para um desejo de transformação social e a construção compartilhada de conhecimento entre o texto e seu espectador são fatores fundamentais para elevar o conceito de cinema político como algo além de um meio de passar uma mensagem.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

MST = MANUAL ANTI INVASÕES


http://geocities.yahoo.com.br/colegioaliancaitaberai/Animais.pps
Fiquei surpreso nos últimos dias com a propaganda:

Alguém (não divulgarei o endereço para não favorecer SEO) criou um manual "preventivo" contra invasões do MST. O manual é gratuito, e vem com um talão para doação "espontânea". Parece uma espécie de conjunto de receitas práticas e jurídicas para prevenir os grandes donos de terra. Ou um bem duvidoso para aqueles senhores que nem possuem terras, mas "sabem" que há "terroristas" "vagabundos" soltos por aí, que poderiam invadir sua casa exigindo que divida seus bens.
O nome do site? "Paz no campo". Coordenado por quem? Pelo Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança, trineto de Dom Pedro II. Grande defensor da democracia, e constatador de um Brasil idílico antes dos movimentos sociais, como se vê em seu último post:
O ‘Estado de São Paulo’ noticiou: ‘Abbas quer Lula no processo de paz’ entre Israel e os Palestinos. A razão do convite: Brasil é um simbolo de unidade e de pluralidade entre etnias. Não contaram a Abbas , presidente palestino, a verdadeira guerra entre etnias que o governo vem preparando para o Brasil com a questão quilombolas e indígena. Sem contar com a luta de classes que promove com a Reforma Agrária. Abbas conhece somente o País de ontem quando a miscigenação entre brancos, negros e índios formou um povo maravilhoso, convivendo as várias raças como verdadeiros irmãos! Se meu caro leitor quiser saber mais sob esse processo recomendo o livro recem lançado pelo Paz no Campo do jornalista Nelson Ramos Barretto intitulado ‘A Revolução Quilombola’.
Na apresentação do Paz no Campo, consta:
Amigos nossos, um belo dia acordaram com invasores do MST, da CPT, ou recrutados entre índios ou movimentos congêneres cortando suas cercas, matando seus animais, destruindo plantações, máquinas e construções, espalhando o terror no solo que eles regaram com o suor de seu trabalho honesto. Essa situação dramática que representa perda de muito tempo e dinheiro, quase sempre é irreversível. Os inimigos estão em guerra permanente contra o campo.
Ora, é fácil ler a interpretação dos donos do site: "Paz no campo" se consegue afastando os "desordeiros" do MST e dos movimentos sociais. São uma espécie de mal que deve ser expurgado, e nada como uma boa prevenção para afastá-los.
Para esses indivíduos, MST é o José Rainha e um entulhado de camponeses vagabundos e desordeiros, que escolhem "não trabalhar", para ficar mamando nas tetas do governo. Agem contra os "homens de bem".
Aí nasce a pergunta: se são um bando de desordeiros de onde vieram? Originaram-se ex-nihilo? Não seriam descendentes e remanescentes de gerações anteriores, espremidas entre os efeitos do êxodo rural e as favelas? De onde teriam vindo, se antes deles o Brasil vivia em harmonia entre as raças, como diz nosso príncipe?
Mas ainda resta a questão: são de fato desordeiros? Isso mexe diretamente com a imagem do movimento. Quando as passeatas vêm para as capitais, noticiam coisas como "MST atrapalha o trânsito em…". A cobertura, o enquadramento, é via de regra, e de saída, negativo.
A imagem negativa do José Rainha não é o MST. Nem os desordeiros e vagabundos que fazem questão de invadir propriedades e atrapalhar o trânsito das cidades. Isso é o que se mostra, o olhar de fora daquele que de saída não está disposto a compreender - mesmo que depois possa discordar. Curioso seria inclinar os ouvidos e tentar ouvir a voz deles, para além dessas imputações sempre dadas de fora.
Duvido que o MST seja imune a erros. Ainda, um erro de verdade do MST (para além das coberturas mal intencionadas, a grande maioria) é sempre mais pesado pela cobertura ser de saída negativa. A responsabilidade do movimento, nesse sentido, é duplicada.
Via de regra, os preconceitos contra os movimentos sociais não se fundam por conhecimento direto, mas sempre "por ouvir dizer". É a cobertura contínua de certas revistas e jornais, com uma linha editorial bem clara, a fonte dos preconceitos. Infelizmente não acompanho diretamente o MST faz anos. Mas tive o esforço de conhecer para além das revistas. O que conheci? Não foram desordeiros, mas pequenos produtores rurais, assentados em terras difíceis, com alguns bens. Outros, estavam esperando assentamento (eram acampados), mas também não eram desordeiros. Ora, também não sou ingênuo a ponto de crer que não exista todo tipo de gente no movimento. Mas generalizar para desordeiros, ou partir dessa imputação para compreendê-los, aí está o problema.
Existe uma barreira contra a voz dos verdadeiros integrantes dos movimentos sociais. Essa barreira é tão mais severa quanto as práticas sociais, econômicas e jurídicas do Brasil não os favorecem. Aí reside o maior erro do MST, a meu ver: sua atuação não furar essa barreira negativa, e não conseguirem apoio de certas parcelas da população.
A questão toda reside na imagem. Parecem não perceber, em termos gerais, que deveriam também combater a cobertura negativa. Deveriam ater-se ainda mais não apenas aos fins, mas aos meios.
Mas nada disso retira a legitimidade dos movimentos sociais. E isso é o que confere o verdadeiro significado da expressão "paz no campo". Foi a ausência de paz no campo que criou esses movimentos (ao contrário do que quer nosso príncipe). Seu ativismo é por si só a tentativa dessa "paz". Não se resumem a desordeiros originados do nada, cuja única voz é a da baderna. Tratam-se de pequenos produtores rurais, com instrução variada, gente de todo tipo e índole que busca uma propriedade.
Qual é o erro desse movimento "Paz no Campo", dos tributários da monarquia? Pressupor que todos estão sujeitos a uma "invasão" dos movimentos sociais, dos índios ou outras classes de desprivilegiados, como se fossem um bando de usurpadores do povo brasileiro (e não uma parcela desse povo); ou deslocar a questão da "paz no campo" para a necessidade de inexistência desses movimentos (o que fazer com tanta gente então?). É óbvio que movimentos pela terra são uma afronta para certos interesses, especialmente os herdados historicamente dos grandes latifúndios.
Grande problema, esse conflito de interesses: a multidão dos movimentos sociais não surgiu do nada. Mas território e propriedade concentrada, também não.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

VOU PARAR DE TRABALHAR!!!

TRABALHAR PARA QUÊ?

Esses dias atrás eu estava saindo da segunda escola do dia e indo pra terceira. Já tinha dado 9 aulas e faltava mais 3. Ao parar em um sinaleiro eu percebo que o ônibus ao lado, por sinal de alto luxo, era da RF produções (Risca Faca - Pépe moreno). Isso mesmo. O cantor do risca faca tá cada vez mais rico.

Ai eu comecei a analisar as coisas. Eu dou 50 aulas por semana de Geografia, Atualidades e Informática para concursos em 6 escolas diferentes em 3 cidades (Itaberaí, Pires do Rio e Goiânia). O meu salário mal dá pra pagar minhas prestações e aluguel, escola das meninas e supermercado. Mal fico com minhas filhas e com minha esposa. Correria punk.

Agora chega. Vou fazer musica do povão. Créu, Risca faca, Festa no apê, Piriguete. Vou fazer um sucesso popularesco e montar nos cobres. Querem ver?

"Vamos todo mundo pra festa da empada/ Lá tem muita cerva e mulher pelada"
"Vamos todo mundo pra festa da empada/ Lá tem muita cerva e mulher pelada"
"Vamos todo mundo pra festa da empada/ Lá tem muita cerva e mulher pelada"
"Vamos todo mundo pra festa da empada/ Lá tem muita cerva e mulher pelada"
"Chup, chup, chup, chup, chup, chup, chup, chup, chup, chup, chup, chup, chup" "Chup, chup, chup, chup, chup, chup, chup, chup, chup, chup, chup, chup, chup"


Pronto. Fiz meu sucesso nacional. Sucesso no Brasil. Melhor que Nerildo e Nerivan. Vou fazer um clip e postar no youtube. Vou comprar cartão de telefone e liga na rádio Terra e bombar nas rádios. Vou pegar minha vizinha, encher ela de azeitona (pra empada) e criar a MULHER AZEITONA. Ela vai até posar pra playboy.


Galera. Me ajudem. Quero din din. Dou cortesia pra todo mundo.

RELÓGIO DA TERRA

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