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segunda-feira, 25 de julho de 2011
sábado, 2 de julho de 2011
Força, Bruno Gouveia!
Coloco aqui o texto do site do Biquini e peço que todos leiem e peçam, em oração, força para o grande Bruno Gouveia que perdeu recentemente o seu filhinho Gabriel, de 2 anos e 10 meses.
O pior dia de minha vida
Caros amigos, parentes e fãs
Queria começar este post agradecendo a todos pela solidariedade, pelas mensagens de carinho, força, amor, fé, esperança por dias melhores. Em especial, meus familiares e toda equipe de minha banda, o Biquini Cavadão. Meu irmão Fábio e meu amigo Antônio Bindi conseguiram me isolar enquanto eu estava nos Estados Unidos para compor músicas pro novo disco. Sem celular e acesso a internet, não soube do ocorrido. Tinha acabado de chegar de Los Angeles em Nova Iorque. Eu e Coelho pegamos vôos diferentes e nos encontramos no aeroporto. Era para ficarmos três dias na cidade compondo com uma artista neozelandeza. Entretanto, ao encontrar meu guitarrista ele me avisou que tínhamos de voltar para “fazer um show muito importante”. Era cedo em Nova Iorque e passamos o nosso único dia na cidade perambulando pelas ruas até a hora de voltar para o aeroporto. Foi fundamental o seu cuidado comigo, me isolando de possíveis brasileiros que pudessem me dar a trágica notícia. Até no aeroporto, ele conseguiu que eu ficasse em uma sala VIP sem que eu desconfiasse de nada. Ao mesmo tempo, minha namorada Izabella me ocupava o tempo todo, distraindo-me com intermináveis ligações. Ela, cantora da banda Menina do Céu, enviou uma substituta para seus shows e ficou falando sem parar comigo, me distraindo carinhosamente. Por vezes, eu dizia que estava cansado de falar e queria aproveitar a cidade. Ela então enviava mensagens de texto para Coelho: “Ele cansou, agora, segure as pontas!”. E assim, longas horas se passaram até que o avião finalmente decolasse com destino ao Rio.
Ao chegar, fui recepcionado por uma delegação que cuidou de acelerar os tramites com imigração e alfândega (agradeço ao Governador Sergio Cabral por todo este cuidado). Nem assim, desconfiei. Pensava apenas “Nossa, este show deve ser importante mesmo!”. Para evitar sair pela porta principal, onde jornalistas nos aguardavam, me fizeram passar por trás, saindo pelo desembarque doméstico, onde fui recebido pelo meu produtor. Ele me recebeu correndo e me disse para entrar numa sala. Achei que, pela pressa toda em me retirar do local, eu devesse entrar num taxi ou ônibus para o local do show. Ouvi apenas, você tem que dar uma entrevista para a TV Globo. E foi então que notei, ao entrar na sala, que não havia show algum para ser feito, muito menos entrevista.
O primeiro que vi foi Miguel, tecladista do Biquini, mas logo estranhei a presença de Izabella. Numa rápida passada de olhos, notei que meus familiares estavam ali. Todos, menos meu pai.
- Eu já sei porque estou aqui. – tentei adivinhar
- Você sabe? – perguntou minha mãe, chorando
- Bruno, sente-se por favor – pedia meu irmão
- Meu pai….. – balbuciei
- Ele está bem, Bruno, seu pai está bem. – alguém que não me lembro, me avisou
Meu irmão insistiu para que eu sentasse enquanto começava a me dizer que uma imensa tragédia havia se abatido sobre nós.
- Gabriel ? – temi acertar
Então, meu irmão respirou fundo e me contou que Gabriel e a minha ex-mulher Fernanda haviam morrido num desastre de helicóptero em Trancoso. A irmã de Fernanda, Jordana, e seu filho Lucas, também pereceram. Me contou tudo que houve, que Fernanda ainda chegou com vida à praia mas faleceu no hospital.
- Eu não estou ouvindo isso – repetia
E os detalhes eram falados como um esparadrapo arrancado da pele: rapidamente e com muita dor.
- Meu anjinho…. – eu só conseguia dizer isso
E neste momento, Miguel, Birita, minha mãe, Izabella, todos me abraçaram e choraram muito. Eu continuava com os olhos arregalados em total choque. Magal, baixista, não parava de soluçar. Minha tia avó estava inconsolável. Cada um ali sofria minha dor que estava apenas começando.
Com a fala ofegante, eu recusei os remédios, queria ter consciência dos meus atos, e apenas pedi: por favor, me levem a eles. Uma van nos esperava e fomos direto ao Cemitério São João Baptista. Fernanda e Gabriel seriam sepultados juntos no jazigo da minha família.
Permaneci em total estado de choque. Pessoas me cumprimentavam. Colegas de estrada, amigos de longa data, diversos parentes. Minha prima Regina Casé me consolava, mas não era capaz de assimilar o que ela dizia. Sheik, da primeira formação da banda, com quem não falava há muitos anos, se reencontrou comigo. Jornalistas, músicos, primos que vieram de outras cidades, além da sofrida família de minha ex-mulher velavam os dois caixões. Não podia abri-los. No topo, apenas as fotos dos dois. O dia estava bonito e tudo parecia uma cidade cenográfica. Eu certamente acordaria deste sonho, acreditava. Em vão. A coroa de flores do Biquini dizia “Hang on, Be Strong”. Que ironia! Eram os versos de uma música em inglês que fizemos com a cantora Beth Hart em Los Angeles que diziam
Hang on, be strong/ sometimes life can slip away/
Gabriel viveu 2 anos e dez meses. Tive a felicidade e honra de ser mais que um pai. Eu me apelidava de “pãe”. Logo que ele nasceu, pedi à mãe que, uma vez que a amamentação era um privilégio dela, que o banho dele fosse o meu. E todos os dias eu o banhava, trocava suas fraldas, ninava e o colocava para dormir. Viajava muito mas, em seguida, pegava o primeiro voo para vê-lo acordar e poder passear na pracinha. Eu era o único homem em meio a tantas mães e babás. Tive noites mal dormidas, traduzi-lhe com beijos o que diziam as palavras. Igualmente era o único pai nas aulas de natação para bebês. Participei de cada momento de sua vida com um mergulho intenso e de cabeça.
Fernanda foi minha mulher e companheira por dez anos, convivendo numa querida família. Em 2007, decidimos ter nosso filho e ele nasceu no dia dos pais – o maior presente que poderia receber. Por sorte ou coincidência, não tive show no dia e pude vê-lo nascer. Infelizmente, nosso relacionamento passou por crises que culminaram com nosso afastamento como casal. Divórcios sempre são estressantes mas acreditava que o tempo curaria as feridas e seríamos bons amigos.
Nós dois éramos muito ligados ao Gabriel e eu era um pai coruja que beirava o chato. Meu único assunto era ele. Os fãs se deliciavam, enquanto eu mostrava fotos mais recentes. Também fiz vários videoclipes e, junto com minha ex-mulher, postamos tudo no bloghttp://mimevoce.blogspot.com contando desde a gestação, passando pelo nascimento e por todos os detalhes do seu dia a dia.
Perdi duas pessoas que marcaram minha vida. E quando o padre perguntou no velório se alguém queria dizer algo, eu levantei o braço. Tirei todas as forças de dentro de mim e cantei:
Tudo que viceja, também pode agonizar… e perder seu brilho em poucas semanas….
E não podemos evitar que a vida / trabalhe com o seu relógio invisível/ tirando o tempo de tudo que é perecivelEntre soluços e lágrimas, muitos presentes me acompanharam ao som de Impossível, sucesso do Biquini Cavadão.
O detalhe é que cantei “é impossível esquecer vocês”
Ao enterra-los, veio então a difícil tarefa de voltar pra casa e ver seus brinquedos, roupas, abrir a mala e ver tudo que comprei para ele. A palavra para definir o sentimento desde então é DOR. Não uma dor latente, insistente ou aguda. É uma dor que te assalta, te maltrata e te exaspera.
Continuava chorando pouco. Só dizia para todos: “O que está acontecendo comigo? Dediquei minha vida a alegrar as pessoas, por que motivo agora tiram de mim a maior alegria de minha vida”? Incapaz de desabafar, decidi provocar o meu choro. Vi vários vídeos de meu filho, um após o outro, até que veio o grito, a dor, como uma erupção vulcânica. Urros ensurdecedores. Os vizinhos batiam à porta perguntando o que fazer para me consolar. Minha mãe em prantos, Izabella me confortando sem parar. Foi horrível, mas me senti aliviado ao conseguir. Outros descarregos deste tipo vieram ao longo da semana.
Tenho dois shows neste sábado e domingo. Depois de muito pensar, decidi fazê-los. Chamei meu amigo Marcelo Hayena, do Uns e Outros. Ele estará por perto, caso me falte a voz. Ainda assim, estou confiante em cantá-lo até o fim. O motivo é simples. Meu filho nunca viu um show meu, por ser muito pequeno. Agora, ele tem cadeira cativa. E quero fazer para o meu Gabriel, o show mais lindo do mundo. E assim serão todos que eu puder fazer pro resto de minha vida!
Obrigado a todos pela força. Não consegui ler nem metade dos recados, mas deixo aqui o meu muito obrigado emocionado e meu consolo a todos que pereceram no desastre, em especial minha querida Jordana e meu sobrinho Luquinha.
Foi o pior dia de minha vida, mas cada reza, energia, força, recado, me amparou muito. Ainda sofro mas, de agora em diante, terei de viver um dia de cada vez.
Beijem seus filhos com carinho e fiquem com Deus.
Bruno Gouveia
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Confira as primeiras imagens oficiais de Faroeste Caboclo
A produção de “Faroeste Caboclo”, filme baseado em uma das canções mais famosas da banda Legião Urbana, divulgou as primeiras imagens oficiais do longa. As 4 fotos destacam os personagens principais, com ênfase para João de Santo Cristo (Fabrício Boliveira) e Maria Lúcia (Ísis Valverde).
No filme, Santo Cristo deixa sua terra natal rumo a Brasília, onde vira bandido e enfrenta Jeremias, o traficante mais poderoso da cidade, interpretado por Felipe Abib (“180º”). O protagonista também se envolve num romance com Maria Lúcia (Valverde, em sua estreia nos cinemas).
O roteiro foi escrito por Marcos Bernstein (“O Outro Lado da Rua”) e Victor Atherino. O filme, que não tem data de estreia definida, marca a estreia em longa-metragem de René Sampaio, diretor de curtas e de publicidade.
Faroeste Caboclo
quarta-feira, 8 de junho de 2011
EDUARDO & MONICA E AS MÚSICAS DA LEGIÃO URBANA
Já que tá bombando nos TTs do Twitter o termo Eduardo & Monica, referente a um, imáginários, 25 anos de lançamento dela (Coisa comercial da Vivo pois a música é mais antiga) eu resolvi postar o tal clipe (até achei bonitonho).
EDUARDO, MONICA E GABRIELA
E até uma oportunidade de homenagear a minha filhota Moniquinha que dia 21 de maio fez 10 anos. O Duduzinho nasceu beeem depois e hoje tem 2 anos e meio. Tenho também a Bebela, com quase 6 aninhos.
A música vem da época de trovador solitário aonde o Renato vivia se apresentava sozinho e cantava essas músicas de histórinha, coisa bem frequente em sua composição como O Reggae, Dado viciado, Faroeste caboclo, Dessesseis, etc. Segundo o Renato, a Monica é uma homenagem a sua amiga, a jornalista Lea Coimbra e o Eduardo é ele mesmo. Vejam aqui o comercial >>>
Que é cópia desse comercial do ano 2000
VEJAM A LEGIÃO NO PROGRAMA LIVRE, DO SERGINHO GROISMAN, AINDA NO SBT
VEJAM A PRIMEIRA VEZ DA LEGIÃO NO JO SOARES
E CURTAM ESSE DUETO DO RENATO COMA FERNANDINHA TAKAI, DO PATO FU
E POR FIM ESSE DUETO COM ADRIANA CALCANHOTO, DE 1994
sábado, 4 de junho de 2011
Download – Legião Urbana e Paralamas Juntos

Sinopse: Paralamas e Legião Juntos” foi um especial feito para a TV, exibido pela Rede Globo em 03 de setembro de 1988. O programa, que foi ao ar uma única vez, trazia um show que as bandas realizaram em conjunto no Teatro Fênix. Agora o material ganha edição remasterizada em DVD.
Artista: Legião Urbana e Paralamas
Título: Legião Urbana e Paralamas Juntos
Gênero: Show
Ano: 1988
Duração: 50m
Tamanho: 750mb
Resolução: 624 x 448
Frame Rate: 29
Formato: Avi
Qualidade de Áudio: 10
Qualidade de Vídeo: 10
Vídeo Codec: Xvid
Áudio Codec: Mp3
Título: Legião Urbana e Paralamas Juntos
Gênero: Show
Ano: 1988
Duração: 50m
Tamanho: 750mb
Resolução: 624 x 448
Frame Rate: 29
Formato: Avi
Qualidade de Áudio: 10
Qualidade de Vídeo: 10
Vídeo Codec: Xvid
Áudio Codec: Mp3
terça-feira, 3 de maio de 2011
A Música na Geografia
vi no...


A música é um excelente recurso para ser aproveitado no ensino de Geografia. Já aconteceu de encontrar questões de vestibulares que usaram letras de músicas que eu já havia trabalhado em sala de aula, comoParatodos, de Chico Buarque, e Parabolicamará, de Gilberto Gil, só para ficar nesses exemplos.
Nada melhor do que usar uma canção para ilustrar um conteúdo e fazer a ponte do que um determinado autor quis transmitir dentro do contexto histórico daquele momento. A transformação do espaço, mudanças de valores ou de comportamento, relatos de um período. Seja o que for, a música conta e canta histórias.
Segue abaixo uma relação com algumas músicas que, de acordo com a minha experiência pessoal, podem muito bem ser utilizadas para enriquecer o conteúdo a ser trabalhado (aos poucos vou me lembrando de mais e atualizando a lista).
Comportamento/ Sociedade:
Cazuza – Ideologia
Gonzaguinha – É
Elis Regina – Redescobrir
Ivan Lins – Desesperar Jamais
Jackson do Pandeiro – Chiclete com Banana
Legião Urbana - Geração Coca Cola
Legião Urbana - Que País É Este?
Legião Urbana – Será
Legião Urbana - Que País É Este?
Legião Urbana – Será
Noel Rosa - Com Que Roupa?
Noel Rosa – Conversa de Botequim
Noel Rosa – Três Apitos
Paulinho Moska - Último Dia
Plebe Rude - A Minha Renda
Raimundos - A Mais Pedida
Raul Seixas - Ouro de Tolo
Raimundos - A Mais Pedida
Raul Seixas - Ouro de Tolo
Titãs - Comida
Titãs - Televisão
Ultraje a Rigor - Inútil
Zé Ramalho - Admirável Gado Novo
Titãs - Televisão
Ultraje a Rigor - Inútil
Zé Ramalho - Admirável Gado Novo
Zeca Baleiro - Minha Tribo Sou Eu
Ditadura militar:
Caetano Veloso - Alegria, Alegria
Caetano Veloso – Tropicália
Charlie Brown JR - Caminhando (Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores)
Chico Buarque - Apesar de Você
Chico Buarque – Bye, Bye, Brasil
Chico Buarque – Cálice
Chico Buarque – Jorge Maravilha
Chico Buarque - Meu Caro Amigo
Chico Buarque - Samba de Orly
Chico Buarque - Vai Passar
Chico Buarque & Milton Nascimento - Cálice
Don & Ravel - Eu Te Amo, Meu Brasil
Chico Buarque & Milton Nascimento - Cálice
Don & Ravel - Eu Te Amo, Meu Brasil
Elba Ramalho - Canção da Volta
Elba Ramalho - De Volta Pro Aconchego
Elis Regina - O Bêbado e a Equilibrista
Elba Ramalho - De Volta Pro Aconchego
Elis Regina - O Bêbado e a Equilibrista
Geraldo Vandré - Caminhando (Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores)
Gilberto Gil - Aquele Abraço
Os Incríveis - Pra Frente Brasil (Copa de 1970)
Ivan Lins – Abre Alas
Geopolítica:
Caetano Veloso - Fora da Ordem
Caetano Veloso - Podres Poderes
História:
Gonzaguinha – Desenredo (G.R.E.S. Unidos do Pau Brasil)
João Bosco - O Mestre-Sala dos Mares
Raul Seixas - Eu Nasci Há Dez Mil Anos Trás
Meio Ambiente:
Beto Guedes - O Sal da Terra
Caetano Veloso – Terra
Chitãozinho & Xororó – Planeta Azul
Gilberto Gil - Tempo Rei
Guilherme Arantes - Planeta Água
Legião Urbana - Angra dos Reis
Maria Bethânia - Purificar o Subaé
MPB 4 - O Cio da Terra
Secos & Molhados - Rosa de Hiroshima
Política nacional:
Chico Buarque – Injuriado (para FHC)
Chico Buarque – Pelas Tabelas
Lobão – O Eleito
Lobão – Panamericana (Sob o Sol de Parador)
Lobão – Presidente Mauricinho
Novas tecnologias/ Globalização:
Arnaldo Antunes - Longe*
Donga – Pelo Telefone
Gilberto Gil – Parabolicamará
Gilberto Gil - Pela Internet
Paulinho Moska, Zeca Baleiro, Chico César e Lenine – O Mundo
Zeca Baleiro - Kid Vinil
Zeca Baleiro - Samba do Approach
População brasileira:
Arnaldo Antunes & Chico Science – Inclassificáveis
Chico Buarque – Paratodos
Lenine - Jack Soul Brasileiro
Maria Rita - Cara Valente (vídeo)
Martinho da Vila – Salve a Mulatada Brasileira
Os Paralamas do Sucesso - Lourinha Bombril (Parate y Mira)
Samba-enredo da Mangueira - 100 Anos de Liberdade (1988)
Samba-enredo da Unidos de Vila Isabel - Kizomba, Festa da Raça (1988)
Samba-enredo da Unidos de Vila Isabel - Kizomba, Festa da Raça (1988)
Portugal:
Chico Buarque - Tanto Mar
Ivan Lins - Um Fado
Kleiton & Kledir - Vira, Virou
Kleiton & Kledir - Vira, Virou
Pedro Abrunhosa – O Que Vai Ser de Mim
Sérgio Godinho – O Grande Capital
Sérgio Godinho - Liberdade
Trovante – Travessa do Poço dos Negros
Zeca Afonso – Canção do Desterro
Zeca Afonso – Grândola, Vila Morena
Transformação do espaço/ Espaço brasileiro:
Caetano Veloso - Sampa
Elis Regina - Querelas do Brasil
Milton Nascimento - Notícias do Brasil (Os Pássaros Trazem)
Milton Nascimento - Para Lennon e McCartney
Milton Nascimento - Para Lennon e McCartney
Sá & Guarabira - Sobradinho
Samba-enredo Império Serrano - Aquarela Brasileira (1964)
Questão social:
Caetano Veloso & Gilberto Gil - Haiti (sugestão de Wildes Andrade)
Chico Buarque – Assentamento
Chico Buarque – Brejo da Cruz
Cidinho e Doca - RAP da Felicidade
Mc Marcinho - RAP do Silva
MV Bill – Contraste Social
Racionais MC´s – Fim de Semana no Parque (e muitas outras)
Chico Buarque - Construção
Chico Buarque – Cotidiano
Chico Buarque – Cotidiano
Chico Buarque - Pedro Pedreiro
Chico Buarque - Pivete
Chico Buarque - Quem Te Viu, Quem Te Vê
Chico Buarque - Quem Te Viu, Quem Te Vê
Chico Buarque – Subúrbio
Djavan - Serrado (com S mesmo)
Farofa Carioca - A Lei da Bala
Gonzaguinha - Comportamento Geral
Luiz Gonzaga - Asa Branca
Marisa Monte - Segue o Seco
Os Paralamas do Sucesso – Alagados
Plebe Rude - Proteção
Existe uma certa dificuldade em estabelecer critérios de classificação e de criar títulos para os respectivos temas, onde cada música pudesse ser encaixada. Pode até acontecer de uma determinada canção ser usada em mais de um assunto, como é o caso da mais geográfica de todas, “Sobradinho”, que tanto poderia entrar na “Transformação do espaço” quanto no “Meio ambiente”.
Os Paralamas do Sucesso - Alagados
Cazuza - Ideologia
Maria Rita - Cara Valente
No clipe acima, não é a música, e sim o vídeo em si que merece destaque e é ótimo para se falar sobre a diversidade da população brasileira.
Longe
Onde é que eu fui parar
*Composição de Marcelo Jeneci, Arnaldo Antunes e Betão Aguiar, cuja gravação também pode ser encontrada no primeiro disco do Jeneci. O curioso desta canção, que além de ser lindíssima, é a forma como os autores brincam com a letra, fazendo uso de elementos tão presentes nos dias atuais, como celular, e-mail e satélites, para destacar o seu isolamento (coisa que a gente diz, na Geografia, que não cabe mais no mundo de hoje) e a distância da sua amada.
Onde é que eu fui parar
Aonde é esse aqui
Não dá mais pra voltar
Por que eu fiquei tão longe…
Tão longe…
Onde é esse lugar
Aonde está você
Não pega celular
E a Terra está tão longe…
Tão longe…
Não passa um carro sequer
Todo comércio fechou
Não tem satélite algum transmitindo notícias de onde eu estou
Nenhum e-mail chegou
Nem o correio virá
E eu entre quatro paredes, sem porta ou janela pro tempo passar
Dizem que a vida é assim
Cinco sentidos em mim
Dentro de um corpo fechado no vácuo de um quarto no espaço sem fim
Aonde está você
Por que é que você foi
Não quero te esquecer
Mas já fiquei tão longe…
Tão longe…
Não dá mais pra voltar
E eu nem me despedi
Onde é que eu vim parar
Por que eu fiquei tão longe…
Tão longe…
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