quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Guia de estudos: confira 10 temas essenciais de geografia
Adaptado de: Lucas Rodrigues, do UOL, em São Paulo
O compilado foi feito com a ajuda dos professores dos cursinhos Anglo, Paulo Moraes, CPV, Adriano Baroni, e Oficina do Estudante, Bruno Saneti. Confira a seguir:
Globalização: Processo de internacionalização das relações econômicas capitalistas, apoiado em novas tecnologias de transporte e telecomunicações e na ampliação da capacidade produtiva
Para Bruno Saneti, da Oficina do Estudante, a globalização está relacionada com a economia entre os países. “Se você pega questões sobre movimentos migratórios, você está falando de globalização”, analisa.
Alexandre Gobbis, professor do Cursinho do XI, aposta em questões envolvendo a crise de 2008 e a então saída do Paraguai do bloco liderado pelo Brasil. ”O que estamos vendo agora são os blocos em crise, a zona do euro, o Mercosul.”
Terceira Revolução Industrial: Essa nova é também chamada de revolução tecnocientífica
“Esta revolução científica está relacionada com a segunda globalização, como a gente conhece, que só aconteceu por causa desse desenvolvimento da tecnologia originada principalmente durante o período da Guerra Fria”, diz Saneti.
Potências emergentes: A sigla Brics dá nome a um grupo formado por potências econômicas emergentes: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A importância do grupo ultrapassou a área econômica e a presença desses quatro países tornou-se indispensável em discussões políticas
Para Adriano Baroni, do CPV, o aluno deve ter em mente que são países de diversas origens (ex-colônias, ex-socialistas, “socialismo de mercado” no caso da China, por exemplo) que irão apresentar significativos níveis de desenvolvimento econômico.
É importante estar atento ao fortalecimento do setor industrial e tecnológico, aumento da capacidade exportadora (principalmente das commodities, no caso do Brasil e África do Sul) e expansão dos mercados consumidores internos (com significativa melhoria das condições de vida de seus cidadãos).
Clima: elementos climáticos, como a umidade, pressão atmosférica e temperatura; fatores de determinação do clima; e as mudanças do clima e suas consequências.
O professor Saneti acredita que o estudante deve saber a diferença entre fatores e elementos climáticos e entre clima e tempo. Assuntos como o aquecimento global, camada de ozônio e até mesmo o frio que a região centro-sul do país teve no mês de julho podem ser abordados.
Teorias demográficas: Teoria Malthusiana (a população mundial cresceria em um ritmo rápido, comparado a uma progressão geométrica, e a produção de alimentos cresceria em um ritmo lento, comparado a uma progressão aritmética); Neomalthusiana; e Reformista
Saneti acredita que o tema é muito importante e lembra que o recente livro de Dan Brown “Inferno” discorre sobre população, podendo ser um “gancho” para alguma questão.
Estudar com provas antigas é principal dica para realizar Enem
“É bom saber sobre os erros da teoria malthusiana, a volta dela no pós-Segunda guerra por causa do ‘baby boom’. Eles tentam usar a teoria novamente sem os erros do século 18, mas mesmo assim continuam os problemas. Sabemos que a dificuldade não é a falta de recursos, mas sim a distribuição”, analisa.
Fontes de energia: Alteração da matriz energética, fontes convencionais ou alternativas
“Assunto recorrente, principalmente com relação à queima de combustíveis fósseis”, diz Saneti. O professor lembra ainda que o petróleo é ainda o combustível mais usado no planeta, e questões envolvendo problemas ambientais, diminuição desses recursos e busca por novas alternativas são corriqueiras também.
Migrações internacionais: haitianos no Brasil (mesma rota hoje é usada por imigrantes de outras nacionalidades, como senegaleses, nigerianos, dominicanos e indianos), novos fluxos imigratórios, xenofobia, motivação política e econômica
O assunto inclusive já foi abordado na redação do Enem do ano passado. “Podemos afirmar que o Brasil se considera, de maneira errada, um país que aceita muito bem as diferenças, os imigrantes, e não é bem assim. Em São Paulo, por exemplo, a gente vê o preconceito que o nordestino sofre. Então temos de certa forma o crescimento da xenofobia por aqui”, analisa o professor da Oficina.
Relevo: processos de formação, principais formas no Brasil e placas tectônicas
Para Baroni, do CPV, os alunos devem reconhecer os agentes internos (criadores do relevo) e os agentes externos (modeladores do relevo). Partindo desta relação, estabelecer o dinamismo do processo de formação das unidades do relevo no Brasil e identificar as diferenças entre as depressões (predominantes), os planaltos e as planícies.
Solos: formação, uso e degradação
“O processo de formação dos solos deve ser entendido no contexto da ação do intemperismo [físico e químico] da formação do relevo. Desgaste e decomposição das rochas são fundamentais para a formação dos solos. Quanto ao seu uso e degradação, deve ser diferenciado o agronegócio [agressivo e impactante] das diversas formas sustentáveis de produção agrícola, principalmente aquelas que envolvem a agricultura familiar”, diz Baroni.
Recursos hídricos: potencial e aproveitamento (hidroeletricidade, irrigação e transporte)
Regiões tropicais, áreas sedimentares e as grandes bacias hidrográficas passam a ser vistas como áreas estratégicas na produção energética renovável, no aproveitamento agrícola de áreas secas (irrigação) e como modalidade de transporte capaz de reduzir de forma significativa o custo de produção e aumentar a competitividade dos produtos.
O Brasil, com seu gigantesco potencial hídrico, passa a se destacar como detentor de um dos maiores potenciais do mundo.
Ao visitar Estados do Nordeste, você pode encontrar cactos – como os da foto na represa de Sobradinho (BA) -, palmas, mandacarus, aroeiras, umbuzeiros, juazeiros e outras plantas típicas da caatinga. As árvores que caracterizam esse ecossistema possuem folhas pequenas, cobertas com um tipo de cera. Muitas dessas plantas apresentam espinhos. Suas raízes são profundas, para que elas encontrem na terra a umidade necessária para viver.
Fonte: http://vestibular.uol.com.br/noticias/redacao/2013/08/14/guia-de-estudos-confira-10-temas-essenciais-de-geografia.htm
domingo, 7 de abril de 2013
Crie o seu Simulado para o ENEM!
24 mai 2011
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Olá, pessoal!
Como vocês provavelmente já sabem, o ENEM (Exame Nacional de Ensino Médio) é uma avaliação realizada para medir o desempenho de alunos do Ensino Médio de todo o Brasil. Além disso, o seu desempenho nesse processo é uma das formas de entrada em várias universidades federais e estaduais de nosso país! Sem contar com as bolsas de estudo que podem ser obtidas em universidades particulares!
Apesar de Brasília ser uma das poucas cidades aonde o Enem não esta totalmente integrado, sua nota é importante para as chamadas subseqüentes da 1ª chamada do vestibular. Servindo como mecanismo de desempate entre candidatos e se mostrando cada vez mais importante no cenário brasiliense!
Justamente por esses motivos é que gostaria de avisá-los que encontrei uma ferramenta muito interessante na internet e que com certeza servirá de ajuda a vocês! O site http://vestibular.brasilescola.com/enem/simulado/ lhe possibilita criar os seus simulados para você se preparar para a prova e focar nas áreas que você possui mais dificuldade! Ao clicar você verá que as informações são bem intuitivas e que não haverá dificuldades para você começar a resolver seus problemas… Além do mais, depois de responder pelo próprio site, você pode escolher a opção de corrigir automaticamente e conferir o resultado!
Espero que gostem desse novo material e um abraço a todos!
Pedro
p.s.: Caso vocês ainda tenham alguma dúvida sobre o que é o ENEM, ai vão alguns sites que podem ajudar!
domingo, 31 de março de 2013
Novo mapa planetário
RETIRADO DE http://outromundo-transicaoplanetaria.blogspot.com.br/2010/08/novo-mapa-planetario.html
Canalizadores e videntes de vários países do mundo "visualizam" o que seria o novo mapa-mundi depois de acontecerem cataclismos gigantescos com o planeta, incluindo terremotos, tsunamis e deslocamento do eixo magnético da Terra. Obviamente, não são previsões milimétricas e definitivas mas nos ajudam a ter uma dimensão do que o possível futuro nos reserva.
Confira alguns mapas no final da postagem.
Entre estes videntes, o norte-americano Edgar Gayce (1877-1945) ficou célebre por suas previsões desconcertantes. Ele chamava a atenção para o deslocamento dos pólos da Terra e para as mudanças posteriores que reconfigurariam o planeta. Durante uma de suas mais famosas leituras, ele mesmo ficou chocado: disse que o Japão desapareceria, tragado pelo oceano, e que a parte superior da Europa seria transformada num “piscar de olhos”. Elevações na Antártica e no Ártico causariam erupções vulcânicas. Na visão, afirmava que a “Terra seria dividida em muitos lugares”.
Além do desaparecimento de praticamente toda a Europa, outras semelhanças são verificadas: mudanças marcantes no litoral brasileiro, preservação de boa parcela da Região Central do Brasil, terras emergindo na região da Terra do Fogo, divisão da África em uma ou duas massas continentais, submersão de partes da Austrália, mas ainda assim a preservação de boa parte de seu território e o surgimento de novas terras na região, preservação da Groelândia ou de boa parte dela, desaparecimento completo do Japão, preservação da Antártica, etc.
Os mapas também concordam em vários aspectos sobre os EUA, sobretudo na questão do afundamento da Costa Oeste, mudanças profundas na Costa Leste, inclusive o desaparecimento da Flórida. Também são concordantes ao apresentarem colapsos parciais ou totais da Falha de Nova Madrid, localizada na parte centro-esquerda. Este colapso resultaria em um mar interno, ou ainda na divisão do continente, ligando o atual Golfo do México aos Grandes Lagos.
O mapa canalizado por Trigueirinho é o mais radical em apontar mudanças, principalmente na Ásia e África, e também ao evidenciar que a América do Sul passaria a ser dividida em duas, passando esta divisão onde é hoje o território brasileiro.
Confira alguns mapas no final da postagem.
Entre estes videntes, o norte-americano Edgar Gayce (1877-1945) ficou célebre por suas previsões desconcertantes. Ele chamava a atenção para o deslocamento dos pólos da Terra e para as mudanças posteriores que reconfigurariam o planeta. Durante uma de suas mais famosas leituras, ele mesmo ficou chocado: disse que o Japão desapareceria, tragado pelo oceano, e que a parte superior da Europa seria transformada num “piscar de olhos”. Elevações na Antártica e no Ártico causariam erupções vulcânicas. Na visão, afirmava que a “Terra seria dividida em muitos lugares”.
Há diferenças entre os mapas canalizados por diversos videntes mas eles trazem algumas semelhanças importantes.
Uma delas sinaliza o surgimento de um mar interno na região amazônica que varia de dimensões conforme o mapa mas está presente em todos.Além do desaparecimento de praticamente toda a Europa, outras semelhanças são verificadas: mudanças marcantes no litoral brasileiro, preservação de boa parcela da Região Central do Brasil, terras emergindo na região da Terra do Fogo, divisão da África em uma ou duas massas continentais, submersão de partes da Austrália, mas ainda assim a preservação de boa parte de seu território e o surgimento de novas terras na região, preservação da Groelândia ou de boa parte dela, desaparecimento completo do Japão, preservação da Antártica, etc.
Os mapas também concordam em vários aspectos sobre os EUA, sobretudo na questão do afundamento da Costa Oeste, mudanças profundas na Costa Leste, inclusive o desaparecimento da Flórida. Também são concordantes ao apresentarem colapsos parciais ou totais da Falha de Nova Madrid, localizada na parte centro-esquerda. Este colapso resultaria em um mar interno, ou ainda na divisão do continente, ligando o atual Golfo do México aos Grandes Lagos.
O mapa canalizado por Trigueirinho é o mais radical em apontar mudanças, principalmente na Ásia e África, e também ao evidenciar que a América do Sul passaria a ser dividida em duas, passando esta divisão onde é hoje o território brasileiro.
Falando em Brasil, várias cidades importantes submergeriam, como Rio de Janeiro, São Paulo,
Salvador, Santos, Niterói, Campos e Vitória.
sábado, 9 de março de 2013
TUDO SOBRE CARTOGRAFIA
Retirado de http://profmarciofm.blogspot.com.br/2012/09/o-que-e-cartografia.html
Cartografia é o conjunto de estudos e de operações científicas, técnicas e artísticas que orienta os trabalhos de elaboração de cartas geográficas ou mapas.
A história da Cartografia é quase tão antiga quanto a história da humanidade. Em quase todas as sociedades humanas, registrar graficamente o mundo conhecido, ou parte dele, foi sempre uma necessidade e uma forma de expressão. Por isso, além de uma técnica, a cartografia é também uma arte. É uma manifestação da sensibilidade humana e revela uma maneira de enxergar o mundo.
Durante muito tempo, cada sociedade reuniu suas próprias técnicas para satisfazer suas necessidades cotidianas e para expressar sua arte e cultura. as dificuldades de comunicação mantinham as sociedades isoladas.
A história dos mapas também faz parte desse isolamento. Os povos antigos representavam graficamente o que era importante para suas próprias atividades, assim como sua própria visão do mundo conhecido. Assim, cada um deles produziu uma cartografia particular, diferente daquela produzida pelas demais sociedades.
Os povos indígenas da América do Norte, desenhavam em peles de animais ou em cascas de árvores o território onde viviam. Nelas identificavam as áreas de pesca, de caça e de pastagem indispensáveis à sua sobrevivência.
Os inuit, povos que vivem na Groenlândia há milênios, entalhavam em madeira os contornos do litoral e das ilhas pelos quais se deslocavam.
Mapas inuit de 1884, entalhados em madeira, representam a Groenlândia
Entre os mapas que sobreviveram ao tempo, há um babilônico, entalhado em barro cozido que data do século VIII a.C. Seu autor viveu na região que hoje é o atual Iraque.
Mapa babilônico do século VIII a.C.
No Antigo Egito, a cartografia teve grande utilidade. Traçados em papiros, os mapas da época registraram com precisão as cheias periódicas do Rio Nilo, que fertilizavam a terra e ampliavam a produtividade da agricultura.
Mapa do Antigo Egito
Foi entre os gregos antigos, que surgiu a noção que revolucionaria toda a história dos mapas: a de que a Terra não é plana, mas esférica. Isso aconteceu no tempo do filósofo Pitágoras, que viveu entre 550 e 500 a.C. Aristóteles e Hiparco, produziram mapas com latitudes e longitudes, e em Roma, Ptolomeu apresentou a Terra dentro de um círculo.
Mapa de Ptolomeu, que data de 150 d.C.
A Catedral de Hereford, na Inglaterra, guarda um mapa do mundo traçado há cerca de 700 anos. O cartógrafo que o elaborou acreditava que a Terra era plana, e que nela existia de fato o paraíso original que havia sido descrito na Bíblia.
Nesse mapa, Jerusalém, a cidade considerada sagrada para os cristãos, judeus e muçulmanos, está no centro da Terra. O Éden - paraíso terrestre -, a leste, ocupa um lugar de honra no topo do mapa. Nesse mapa há forte influência das ideias religiosas dominantes na Europa daquela época.
O espaço e suas representações
Globo Terrestre
O globo terrestre é a representação da Terra que mais se aproxima da realidade. Apesar de ser uma representação extremamente eduzida e simplificada, não permitindo uma riqueza de detalhes, apresenta algumas vantagens: sua forma é semelhante à da Terra e nele se vêem os continentes e oceanos em suas posições relativas reais.
Mapa
Mapa é uma representação geográfica da superfície curva do planeta sobre uma superfície plana. São representações bidimensionais de um espaço tridimensional.
Um dos elementos fundamentais dos mapas modernos é a presença de uma escala, que permite determinar as dimensões reais dos objetos cartografados e medir distâncias. Quanto maior a escala, maior o detalhe contido nele.
Elementos de um mapa
Título: é o nome que indica o que o mapa está representando, contendo informações como o recorte espacial, o período de tempo e a temática em geral.
Escala: informação de quantas vezes o terreno real (no caso a Terra ou parte dela) foi reduzido em relação ao mapa.
Legenda: é um conjunto de símbolos, cores, pontos, linhas ou áreas que descodificam o que está representado no mapa.
Rosa dos Ventos: é a orientação do mapa.
Fonte: é de onde foi retirada a informação.
Classificação dos mapas
Mapas Físicos - representam os aspectos da natureza. Podem ser:
a) Mapa Geomorfológico - representam as características do relevo de uma região.
Mapa geomorfológico do Brasil. Fonte: AB'SÁBER, Aziz N. O relevo brasileiro e seus problemas. In: AZEVEDO, Aroldo de. Brasil, a terra e o homem. São Paulo, Nacional, 1968. v. 1, p. 155
b) Mapa Climático - indica os tipos de clima que atuam sobre uma região.
Mapa climático do Brasil. Fonte: portalsaofrancisco.com.br
c) Mapa Hidrográfico - mostra os rios e bacias que cortam uma região.
Mapa hidrográfico do Brasil. Fonte: IBGE. Atlas nacional do Brasil 2000. p. 61; e Anuário Estatístico do Brasil 2000. p. 1-125
d) Mapa Biogeográfico - apontam os tipos de vegetação que cobrem um determinado lugar.
Mapa da vegetação do Brasil. Fonte: IBGE. Atlas Nacional do Brasil 2000. p. 66
Mapas Humanos - aponta os aspectos humanos, econômicos, políticos, sociais etc.
a) Mapa Político - aponta a divisão do território em países, estados, regiões, municípios.
Mapa político do RN. Fonte: mundogeo.com.br
b) Mapa Econômico - apresenta as atividades produtivas do homem em uma determinada região.
Mapa econômico do Brasil. Fonte: portalbrasil.net
c) Mapa Demográfico - apresenta a distribuição da população de uma determinada região.
Mapa da distribuição populacional do Brasil. fonte: infoescola.com
d) Mapa Histórico - apresenta as mudanças históricas ocorridas em uma determinada região.
Mapa histórico do Brasil. Fonte: brasilescola.com
e) Mapa Rodoviário - estuda as rodovias e as estradas de um país, Estado ou região.
Mapa rodoviário do RN. Fonte: mundogeo.com.br
f) Mapa de Gênero - aponta a localização onde se concentra o maior número de homens, mulheres, homossexuais, bissexuais e panssexuais (caracterizada por atração estética potencial, amor romântico e desejo sexual por qualquer um).
Mapa do matrimônio de pessoas do mesmo sexo nos EUA. Fonte: homomento.wordpress.com
Escala
Indica quantas vezes o objeto real foi reduzido no mapa. Pode ser:
Escala Numérica - trata-se de uma fração ou proporção que estabelece a relação entre a distância gráfica e a distância correspondente no terreno. Ex: se um mapa estiver na escala1:200.000, significa que cada unidade de distância no mapa corresponde a 200.000 unidades no terreno.
Quando observamos um mapa, podemos querer conhecer alguns desses elementos: a medida real (D), a distância gráfica (d) ou o denominador da Escala (E).
- Para saber a medida real, conhecendo a distância gráfica e o denominador da escala: D= Exd. Exemplo: a distância gráfica (d) entre duas cidades é de 65 milímetros e a escala (E) é de 1:500.000. D= 500.000 x 65mm D= 32.500.000mm ou 32,5km
- Para saber a distância gráfica, conhecendo a medida real e o denominador da escala: d= D/E. Exemplo: a escala é de 1:500.000, e a medida real de 32,5 quilômetros. d= 32,5km/500.000 d=32.500.000mm/500.000 = 65mm
- Para saber o denominador da escala, conhecendo a medida real e a distância gráfica: E=D/d Exemplo: a medida real é de 32,5km e a distância gráfica é de 65 milímetros. E=32,5km/65mm E=32.500.000/65= 500.000
Escala Gráfica
Apresenta-se sob a forma de um segmento de reta graduado.
Exemplo:
Nesse caso, a reta foi seccionada em três partes iguais, cada um medindo 1 centímetro, e cada uma dessas partes equivale no mapa a 50 quilômetros no terreno.
Projeções Cartográficas
É qualquer método destinado a representar em plano uma superfície esférica, em especial a da Terra. Essas projeções são necessárias na elaboração de mapas.
Os sistemas de projeções cartográficas foram desenvolvidos para dar uma solução ao problema da transferência de uma imagem da superfície curva da esfera terrestre para um plano da carta, o que sempre acarreta deformações. Esses sistemas constituem-se de uma fórmula matemática que transforma as coordenadas geográficas, a partir de uma superfície esférica (elipsoidal), em coordenadas planas, mantendo correspondência entre elas. O uso deste artifício geométrico consegue reduzir as deformações, mas nunca eliminá-las.
Os tipos de propriedades geométricas que caracterizam as projeções cartográficas, em suas relações entre a esfera (Terra) e um plano, que é o mapa, são:
a) Conformes - os ângulos são mantidos idênticos (na esfera e no plano) e as áreas são deformadas.
Mapa do Brasil feita na projeção conforme. Fonte: topografia.ufsc.br
b) Equivalentes - quando as áreas apresentam-se idênticas e os ângulos deformados.
c) Afiláticas - quando as áreas e os ângulos apresentam-se deformados.
Projeção afilática. Fonte: padogeo.com
As projeções derivam de três tipos principais:
a) Cônicas - resulta da projeção do globo terrestre sobre um cone, que posteriormente é planificado.
Projeção Cônica. Fonte: infoescola.com
b) Cilíndrica - resulta da projeção dos paralelos e meridianos sobre um cilindro envolvente, que é posteriormente desenvolvido (planificado).
Projeção Cilíndrica. Fonte: topografia.ufsc.br
c) Projeção Azimutal ou Plana - resulta da projeção da superfície terrestre sobre um plano a partir de um determinado ponto.
Projeção Azimutal. Fonte: infoescola.com
Principais tipos de projeções
a) Projeção de Mercator
Idealizada no século XVI, a projeção cilíndrica de Mercator tornou-se a preferida dos navegantes por ser a única em que as direções podiam ser traçadas em linha reta sobre o mapa. Nessa projeção, os paralelos e os meridianos são linhas retas que se cruzam formando ângulos retos. Pertence ao tipo chamado conforme, porque não deforma os ângulos. Em compensação, as áreas extensas ou situadas em latitudes elevadas aparecem nos mapas com dimensões exageradamente ampliadas.
Por ter sido idealizada durante o período das Grandes Navegações, traz uma visão "eurocêntrica" do mundo e é conhecida, também, como uma projeção "Primeiro-Mundista".
Projeção de Mercator. Fonte: mundovestibular.com.br
b) Projeção de Peters
Idealizada na década de 1970 por Arno Peters, é uma projeção cilíndrica tangente aos polos, parecida com a de Mercator, mas com a diferença que ela representa com uma maior realidade, a proporção de tamanho entre os continentes sem se preocupar com a equivalência das distâncias. Nessa projeção, os meridianos estão separados a intervalos crescentes desde os polos até o Equador. Nessa projeção, os continentes situados entre os meridianos 60º norte e sul apresentam uma deformação (alongamento) no sentido norte-sul, sendo que os continentes que se situam em uma latitude elevada (Groenlândia, Canadá etc), apresentam um achatamento no sentido norte-sul e um alongamento proposital no sentido leste-oeste. Por causa disso é conhecida como uma projeção "Terceiro-Mundista".
Projeção de Peters. Fonte: mundovestibular.com.br
c) Projeção Ortográfica
Apresenta um hemisfério como se o víssemos a grande distância. Os paralelos mantêm seu paralelismo e os meridianos passam pelos polos, como ocorre na esfera. As terras próximas ao Equador aparecem com forma e áreas corretas, mas os polos apresentam maior deformação.
Projeção ortográfica. Fonte: mundovestibular.com.br
d) Projeção de Mollweide
Nesta projeção os paralelos são linhas retas e os meridianos, linhas curvas. sua área é proporcional à da esfera terrestre, tendo a forma elíptica. As zonas centrais apresentam grande exatidão, tanto em área como em configuração, mas as extremidades apresentam grandes distorções.
Projeção de Mollweide. Fonte: mundovestibular.com.br
e) Projeção Interrompida de Goode
É uma projeção descontínua, pois tenta eliminar várias áreas oceânicas. Goode coloca os meridianos centrais da projeção correspondendo aos meridianos quase centrais dos continentes para lograr maior exatidão.
Projeção interrompida de Goode. Fonte: mundovestibular.com.br
f) Projeção de Holzel
Projeção equivalente, seu contorno elipsoidal faz referência à forma aproximada da Terra que tem um ligeiro achatamento nos polos.
Projeção de Holzel
g) Projeção Azimutal ou Plana
Projeção equidistante que tem os polos em sua porção central. As maiores deformações estão em suas áreas periféricas.
Projeção azimutal ou plana. Fonte: mundovestibular.com.br
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